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Carnaval eleva gasto com segurança em condomínio.

Durante os dias de Carnaval, as sacadas em condomínios do circuito da folia viram camarotes. E essa não é a única mudança para os moradores destas regiões. Preocupações com segurança e limpeza aumentam no período da festa de momo, inclusive em edifícios localizados fora dos circuitos, afirmam administradoras de condomínio.

A intensa movimentação de inquilinos por temporada e proteção das áreas externas, exigem um planejamento do síndico. Não só isso, os custos para atender essas demandas assustam os condôminos e fazem necessárias as negociações.

A uma semana para o início da folia, Lívia Abbado, da administradora Otimize, ainda faz reuniões com prestadoras de serviço de segurança patrimonial para definir qual será o valor pago para proteger, como tapume de madeira, a fachada do condomínio Expresso 222, localizado na Avenida Oceânica.

"Atualmente não temos proteção com grades, isso torna o custo com o tapume ainda maior, já que teremos que colocar, primeiro, o gradil. O valor para cobrir o entorno deve ser de aproximadamente R$ 20 mil, mas já temos objeções de condôminos. Por isso estamos buscando a negociação. Se utilizássemos apenas os tapumes, o valor seria de R$ 5 mil", revela Lívia.

Aumentar a segurança requer também funcionários extras. Isso vale principalmente para condomínios no litoral. "Quem pretende fugir da aglomeração do Carnaval prefere ficar próximo à praia.

Com o fluxo de novos inquilinos a segurança precisa de mais atenção, por causa dos potenciais assaltos", aponta o chefe de operações do grupo MF seguranças, Roberval Conceição.

A presença dos condôminos por temporada deve ser controlada, recomenda Kelsor Fernandes, presidente do Sindicato de Habitação da Bahia (Secovi - BA).

"O trânsito de pessoas desconhecidas é maior, por isso é necessário que o síndico faça um controle. Estabelecer exigências como solicitar o prazo de aluguel do apartamento ou ficha com a identificação dos locatários recentes são soluções para ter um sistema de segurança eficiente e evitar invasões", afirma.

Mais funcionários

O reforço na limpeza das áreas comuns também deve fazer parte do planejamento carnavalesco. Em alguns casos, pode ser necessário utilizar uma bomba de água para evitar transtornos com a falta de água. Em outros, o cuidado deve ser com o valor da conta, no próximo mês, que pode triplicar.

No condomínio PraiaVille, que fica na Barra, o aumento na conta é cobrado como taxa extra, no valor de R$ 100, paga nos meses de fevereiro e março. A síndica responsável por administrar o edifício, Elba Ornellas, conta que esse não é um único excedente. Durante a folia, o número de funcionários dobra e o de moradorestriplica. No total, são 11 empregados, sendo seis deles temporários.

"Com o aumento no número de pessoas, a demanda por limpeza dobra, isso aumenta o custo com um novo funcionário e o material de limpeza. Mas, o gasto maior é com a segurança, além da contratação de mais três profissionais, utilizamos pulseiras de identificação para controlar a entrada e saída", explica.

As empresas de segurança patrimonial oferecem serviços personalizados nesse período. Conceição explica que, para montar um plano de proteção para os seis dias, as empresas fazem um levantamento técnico sobre as fragilidades do condomínio.

"Assim, o síndico saberá quantos profissionais devem ser contratados e em quais pontos concentrar a atenção nos dias de festa", diz

Fonte: atarde

Vídeo Institucional

- Condomínio Legal

  • Se a taxa cobrada for pequena, não há problema na cobrança. Mas se a festa for grande, precisa ser aprovada em assembleia.
  • Não é justo cobrar mais de quem precisa usar o elevador, porque não há essa cobrança de quem usa mais outras instalações como a piscina ou a sauna, por exemplo. De qualquer forma, medida precisa ser aprovada em convenção.
  • O ideal é que o condomínio monte uma sala para acomodar essas pessoas. Não é permitida a presença desses profissionais na portaria do prédio e no hall de entrada. Esses espaços são áreas de passagem.
  • Ocupação do espaço deve priorizar a integração entre moradores. Em caso de hóspedes ou vizinhos de outros locais interessados no uso da dependência, autorização deve ser ponderada para não prejudicar normas.
  • O órgão conversa com o síndico e nomeia um assistente social para monitorar o jovem que apresenta desvios de comportamento. Dependendo da gravidade, caso pode até ser levado para a vara da infância.
  • O corte de árvores sem aval do governo constitui crime ambiental. Caso o protocolo junto à Prefeitura demore a ser oficializado, os síndicos podem recorrer ao Judiciário para obter uma liminar que permita a poda.
  • Tem gente que acha que do portão para dentro não tem lei. Se houver crime em flagrante, como menor no volante, síndico deve multar e chamar a polícia.
  • Além disso, essas intervenções são importantes para o cumprimento de leis. Neste caso, essas obras podem ser aprovadas por maioria simples.
  • Se a pessoa em questão ficar mais do que apenas algumas horas em um apartamento, sim. O visitante já não tem esse direito.
  • A utilização desse meio pode fragilizar a segurança dos condomínios e provocar acidentes. Neste caso, o síndico pode proibir. A solução seria alugar a vaga para um vizinho.
  • O engenheiro é obrigado a apresentar algumas informações sobre as intervenções em imóveis. Entre elas, o prazo de início e fim. Se os horários estiverem sendo respeitados, o jeito é torcer para acabar logo.
  • Se não houver estrutura adequada, a prática deve ser proibida, porque a fumaça pode incomodar os vizinhos. Para não se indispor com os moradores, o síndico pode pedir para a administradora do condomínio avisar aos que desrespeitarem a norma.
  • Falta bom senso às vezes de compreender que prédio residencial não é clube.
  • Objetivo é prevenir acidentes com anúncio sonoro e visual. Condomínios têm seis meses para se adaptar. Custo médio do equipamento é de R$ 900.
  • Não adianta o condomínio investir em segurança se os próprios condôminos não respeitam condutas básicas. Uma possível solução para esses problemas é punir os moradores com multas pagas em dinheiro.
  • É esse laudo que atesta que o condomínio está prevenido para qualquer acidente. Antes de dar entrada no documento, síndico deve se programar e pode até contratar engenheiro de segurança para ajudar no levantamento de obras necessárias.
  • Condomínio deve, num primeiro momento, mandar uma advertência. Caso o morador não mude de atitude, ele pode ser multado. Se infestação de pombos estiver muito avançada, o prédio deve contratar uma empresa especializada no combate aos animais.
  • Em 2018, é preciso exercitar a gentileza no trato com o vizinho, consciência em cumprir os deveres do dia a dia e tolerância para lidar com os problemas.
  • Maior uso da tecnologia para criar canais oficiais entre prédios e moradores também foi um fator positivo em 2017. Por outro lado, vizinhos passaram a criar pequenos grupos em aplicativos de mensagem para criticar a administração. Isso é ruim porque, muitas vezes, o síndico acaba sendo o último a saber dos problemas.
  • Se o imóvel estiver ocupado há mais de cinco anos, sem que haja reclamação do dono no papel e com o pagamento de contas, a regra se aplica.
  • Regra que permite apenas cães de pequeno porte é antiga, mal redigida e não funciona. Condomínios mais modernos costumam trazer um capítulo dedicado às normas de convivência com animais, que incluir regulamentação das formas de transporte e do uso de focinheira, por exemplo. O importante é oferecer segurança e sossego aos vizinhos.
  • Por causa da situação do mercado atual, quem optou por adquirir um apartamento em construção há três anos, não vai lucrar com a decisão, e pode acabar tendo a sensação de que perdeu dinheiro com o negócio. Uma solução é tentar renegociar com construtora.
  • Em São Paulo, moradores de um condomínio da Zona Sul foram vítimas de um arrastão. A ação durou cerca de 3 horas. Até crianças foram vítimas dos bandidos.
  • Festas nas áreas de churrasqueiras exigem prudência. Música alta pode gerar problemas até com a polícia e a necessidade de um boletim de ocorrência.
  • Casos de unidades habitacionais que reúnem muitas pessoas podem despertar disputas entre vizinhos. No entanto, não existe uma legislação específica para esse tema.
  • Se o assunto foi debatido entre os moradores e as regras internas foram alteradas da maneira correta, não existem impedimentos legais para que essa mudança aconteça.
  • Caso haja autorização das autoridades municipais, não é necessário que todos os condôminos compareçam ao encontro para autorizar a internação.
  • Pessoas que ocupam o comando do condomínio por décadas podem pensar que são os proprietários de todo esse espaço. Para mudar a situação, é necessário que exista uma participação efetiva de todos os condôminos.
  • Nem todos os síndicos permitem assembleias com todos os moradores para tratar dos assuntos com os moradores. Entretanto, é importante que esses pequenos grupos apresentem os resultados para os outros condôminos.
  • Mesmo se o proprietário tiver direito a um espaço muito grande, o morador não será autorizado a colocar mais veículos do que o permitido. É possível até mesmo convocar uma assembleia para discutir o tema.

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