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Censo 2015

Síndico Profissional

A cada dois ou três anos, o portal SíndicoNet faz um levantamento entre seus leitores e usuários. As perguntas abarcam o máximo possível de temas referentes à vida em condomínio.

Assim, o SíndicoNet consegue seguir sendo esse companheiro, cada vez mais atualizado, para quem trabalha com gestão condominial.

O censo de 2015 foi respondido por 4.457 pessoas, em novembro de 2015. Entre os que participaram do levantamento estão síndicos, administradores, síndicos profissionais e outros gestores como subsíndicos e conselheiros do condomínio.

O resultado final nos trouxe algumas novidades sobre a vida em condomínios residenciais no Brasil, que você conhece a seguir.

Síndico profissional

A presença cada vez mais consolidada dos síndicos profissionais mostra que a profissão não é tendência de momento, mas que veio para ficar e atender à demanda de moradores cada vez mais exigentes e antenados com a gestão do condomínio.

Em condomínios novos, por exemplo, se em 2010 eles representavam a gestão de 5% dos condomínios, hoje chegam a 28% do total – um aumento de mais de 500%. 

O aumento da demanda por síndicos profissionais também fez com que os mesmos também buscassem atualização constante: 63% deles buscam se capacitar por meio de cursos e eventos, ao passo que apenas 23% de síndicos moradores buscam esse tipo de capacitação.

Nova carreira
Em 2015, o censo também questionou os motivos que levaram os interessados a ingressarem na carreira de síndico profissional. A grande maioria (68%) optou pela possibilidade de uma renda extra. 25% estavam insatisfeitos com seu trabalho anterior e 7% ficaram desempregados.

A remuneração
Os rendimentos dos síndicos profissionais ainda variam bastante e dependem, principalmente, de quantos condomínios o profissional tem em sua carteira de clientes.

O gráfico abaixo ilustra bem essa diversificação:

 

Grafico

 

“O síndico profissional muitas vezes não tem uma renda adequada ao tamanho da responsabilidade dele, talvez devido à falta de regulamentação da profissão. As pessoas não têm noção do volume do trabalho que dá administrar um condomínio”, assinala Alexandre Marques, advogado especialista em condomínios.

 

 

Síndico morador

Como ser síndico de um condomínio é uma tarefa cada vez mais complexa, a experiência prévia dos que ocupam esse cargo hoje é cada vez mais importante.

Prova disso é que 60% dos que hoje são síndicos já exerceram a atividade antes em pelo menos uma gestão.

Apenas 22% dos que responderam ao levantamento do portal são síndicos de primeira viagem, ao passo que há cinco anos os “novatos” na função chegavam a somar 35% dos participantes.

“Realmente, é cada vez mais raro alguém começar a ser síndico. A função requer muita responsabilidade e conhecimento”, pondera Vania dal Maso, gerente de condomínios da administradora ItaBR.


Escolaridade
Outro ponto que comprova o aumento da complexidade do cargo é o aumento da escolaridade dos síndicos: em 2010, apenas 17% dos que responderam às perguntas eram pós-graduados. Em 2015, 26% escolheram essa opção. Os síndicos com título universitário também aumentaram de 42% para 47%.

Idade
A faixa etária foi outro dado que apresentou uma variação significativa. O percentual de síndicos com mais de 60 anos dobrou em cinco anos. Passou de 11% em 2010 para 22% em 2015.

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Sexo

Contrariando o padrão do mercado de equilibrar o papel dos gêneros nos últimos anos, a participação feminina no cargo de síndico diminuiu. Em 2010 e 2013 o percentual de mulheres síndicas foi o mesmo, de 39%. Em 2015, essa fatia caiu para 32%.

Outro fato relevante da pesquisa foi a diferença nos resultados quando comparados por região. Enquanto no Sul e Sudeste a partiricipação feminina ficou na casa dos 34%, nas regiões Norte e Nordeste essa representatividade cai consideravelmente para 26%.

Veja nos gráficos abaixo:

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Profissão
Um item que pouco se alterou nos últimos levantamentos foi a profissão dos síndicos. A ocupação mais frequente é de administradores (16%), seguido de aposentados (13%) - uma evidência que vai de encontro aos dados demográficos já citados acima.

Advogados, engenheiros, servidores públicos terminam de encabeçar a lista.

Demais profissões, como profissionais liberais, professores, contadores, bancários, profissionais de TI, de marketing, etc., formam um grupo heterogêneo com aproximadamente 2% de representatividade cada, conforme mostra o item "outros" no gráfico abaixo:

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Remuneração
Também se destacou no atual levantamento o tipo de remuneração ou incentivos para o cargo de síndicos.

Em 2010, 58% dos que responderam às perguntas eram isentos de pagamento da taxa condominial, enquanto apenas 15% do total eram remunerados pela função.

Hoje essa situação se alterou: 38% são isentos e 35% dos síndicos participantes já são remunerados.

O que se percebe é que boa parte da categoria de síndicos que eram isentos de taxa condominial migrou para a categoria dos remunerados.

A isenção é o mínimo do mínimo para o síndico. A remuneração, mesmo que do síndico morador, não é condizente com o cargo. É quase uma ajuda de custo, realmente não faz jus ao tamanho da responsabilidade.

A categoria de síndicos sem remuneração ou isenção permaneceu estável nos últimos anos em cerca de 11%. Veja no gráfico abaixo:

Grafico

 

Por que ser síndico?

Apesar do tamanho do desafio, muitos ainda se interessam pelo cargo. Quando, no censo, foi perguntado o motivo do morador para se candidatar à função, 37% dos participantes responderam que desejavammelhorar e valorizar o seu patrimônio, seguido de 16% que não estavam satisfeitos com a gestão anterior. 

Contrariando as expectativas e o senso comum, a opção "pela remuneração ou isenção da taxa" foi a menos escolhida, com apenas 1,5% dos votos, conforme o gráfico abaixo:

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Com o aumento das taxas condominiais na última década, os moradores começaram a sentir o peso no bolso todo mês. Isso fez com que se interessassem mais em saber como todo esse dinheiro está sendo aplicado no seu patrimônio. Ou seja, ficaram mais exigentes e, consequentemente, isso motivou muitos a buscar ou um síndico profissional ou a se candidatar ao cargo de síndico para ter mais segurança de como esse dinheiro será investido.

“Mesmo com o aumento dos síndicos profissionais, sempre vai haver morador interessado em manter seu patrimônio em dia, sim. São duas situações possíveis de se conviver no mercado, sem dúvida”, aposta Gabriel Karpat, diretor da administradora GK.

 

Desafios

Outro ponto que se manteve estável nos últimos anos foram os principais desafios com os quais o síndico deve lidar durante a gestão. 

Inadimplência, barulho, manutenção, cachorros e garagem foram as principais "dores de cabeça" na vida do síndico. 

O interessante é que não houve muita diferença entre esses pontos, o que mostra que não há um problema específico que se destaque muito mais do que os outros.

A pesquisa pediu aos entrevistados para pontuar a intensidade de cada desafio no exercício da gestão do síndico. Veja os resultados:

Pergunta: De 1 a 5, qual o grau de dificuldade para cada uma das questões abaixo no seu condomínio?
(1 = pouca dificuldade / 5 = muita dificuldade)

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Sites, redes sociais e aplicativos

A maneira de viver em condomínio atrelada ao avanço da tecnologia, como uso ferramentas e aplicativos de comunicação, também reflete as mudanças da vida em sociedade.

Em 2013, 6,5 % dos participantes do levantamento afirmaram que faziam uso de recursos online, como redes sociais, e aplicativos para se comunicar com vizinhos e administradores do condomínio.

Em 2015 essa marca foi de 22% - um aumento de mais de 300% em dois anos.

“A interação com essas ferramentas tecnológicas aumentou bastante mesmo, e é algo difícil de organizar. O que orientamos é que haja um canal oficial de comunicação com o síndico – e que ele responda aos questionamentos sempre por ali”, analisa Vania dal Maso, gerente de condomínios da administradora ItaBR.


Crise

Mudanças também ocorreram no âmbito financeiro do condomínio. O ano de 2015 foi um período de crise financeira, o que se refletiu nos empreendimentos. Cerca de 27% dos participantes do levantamento assinalaram que houve algum aumento da inadimplência.

Por outro lado, 27% relataram que a inadimplência até diminuiu, e para 46% permaneceu estável.

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Inflação
Também como reflexo da crise, a inflação mostrou seu impacto nos condomínios. Para 59% dos entrevistados, houve aumento dos custos e, consequentemente, da taxa condominial no ano de 2015. Veja:

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Administradoras

O uso de administradoras é outra característica que o resultado apresentou variações significativas de região para região.

Enquanto no sul e sudeste, 64% e 76% dos condomínios, respectivamente, contam com administradora, nas demais regiões esse tipo de gestão cai consideravelmente para: 52% no nordeste, 30% no centro oeste e 49% no na região norte, conforme mostram os gráficos abaixo:

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Avaliação do serviço prestado
Outro ponto levantado foi o grau de satisfação que o síndico avalia a sua atual administradora. De uma escala de 1 a 5, onde 1 é péssimo e 5 é excelente, a média ponderada final foi de 3,62.

Para 58% o serviço é considerado bom ou ótimo, conforme mostra o gráfico abaixo:

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Terceirizadoras

O mesmo tipo de variação se repete quando comparados os usos de mão de obra terceirizada nos condomínios em cada região.

O Centro oeste é onde mais se terceiriza, com cerca de 46% dos condomínios usando esse tipo de mão de obra. Veja os gráficos abaixo:

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Fonte: Síndico net
 

Vídeo Institucional

- Condomínio Legal

  • STF decidiu que bem único de fiador não pode ser penhorável por se tratar de patrimônio de família. Parecer é ruim para locatários porque abre brecha para que inadimplência do inquilino não seja ressarcida.
  • Ás vezes ocorre o uso nocivo da propriedade, quando alguém é coproprietário e utiliza mais o condomínio que os outros. Basta que o síndico notifique e, se for o caso, multe o condômino que está incorrendo no erro.
  • Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou um texto sobre o assunto, que ainda precisa passar pelo Senado. Caso ela seja aprovada, a multa em caso de distrato pode chegar a 50% do valor pago pelos consumidores às incorporadoras.
  • A pessoa tem exatamente os mesmos direitos do que o dono, só não pode votar. Se quiser, pode pedir uma procuração ao proprietário para poder votar também.
  • Projeto piloto do Sindicato de Habitação do Rio foi batizado de ‘Luz Azul’. Câmeras de segurança serão implementadas fachadas de prédios no Centro do cidade. As imagens poderão ser compartilhadas em tempo real com o batalhão e a delegacia policial da área.
  • Se a taxa cobrada for pequena, não há problema na cobrança. Mas se a festa for grande, precisa ser aprovada em assembleia.
  • Não é justo cobrar mais de quem precisa usar o elevador, porque não há essa cobrança de quem usa mais outras instalações como a piscina ou a sauna, por exemplo. De qualquer forma, medida precisa ser aprovada em convenção.
  • O ideal é que o condomínio monte uma sala para acomodar essas pessoas. Não é permitida a presença desses profissionais na portaria do prédio e no hall de entrada. Esses espaços são áreas de passagem.
  • Ocupação do espaço deve priorizar a integração entre moradores. Em caso de hóspedes ou vizinhos de outros locais interessados no uso da dependência, autorização deve ser ponderada para não prejudicar normas.
  • O órgão conversa com o síndico e nomeia um assistente social para monitorar o jovem que apresenta desvios de comportamento. Dependendo da gravidade, caso pode até ser levado para a vara da infância.
  • O corte de árvores sem aval do governo constitui crime ambiental. Caso o protocolo junto à Prefeitura demore a ser oficializado, os síndicos podem recorrer ao Judiciário para obter uma liminar que permita a poda.
  • Tem gente que acha que do portão para dentro não tem lei. Se houver crime em flagrante, como menor no volante, síndico deve multar e chamar a polícia.
  • Além disso, essas intervenções são importantes para o cumprimento de leis. Neste caso, essas obras podem ser aprovadas por maioria simples.
  • Se a pessoa em questão ficar mais do que apenas algumas horas em um apartamento, sim. O visitante já não tem esse direito.
  • A utilização desse meio pode fragilizar a segurança dos condomínios e provocar acidentes. Neste caso, o síndico pode proibir. A solução seria alugar a vaga para um vizinho.
  • O engenheiro é obrigado a apresentar algumas informações sobre as intervenções em imóveis. Entre elas, o prazo de início e fim. Se os horários estiverem sendo respeitados, o jeito é torcer para acabar logo.
  • Se não houver estrutura adequada, a prática deve ser proibida, porque a fumaça pode incomodar os vizinhos. Para não se indispor com os moradores, o síndico pode pedir para a administradora do condomínio avisar aos que desrespeitarem a norma.
  • Falta bom senso às vezes de compreender que prédio residencial não é clube.
  • Objetivo é prevenir acidentes com anúncio sonoro e visual. Condomínios têm seis meses para se adaptar. Custo médio do equipamento é de R$ 900.
  • Não adianta o condomínio investir em segurança se os próprios condôminos não respeitam condutas básicas. Uma possível solução para esses problemas é punir os moradores com multas pagas em dinheiro.
  • É esse laudo que atesta que o condomínio está prevenido para qualquer acidente. Antes de dar entrada no documento, síndico deve se programar e pode até contratar engenheiro de segurança para ajudar no levantamento de obras necessárias.
  • Condomínio deve, num primeiro momento, mandar uma advertência. Caso o morador não mude de atitude, ele pode ser multado. Se infestação de pombos estiver muito avançada, o prédio deve contratar uma empresa especializada no combate aos animais.
  • Em 2018, é preciso exercitar a gentileza no trato com o vizinho, consciência em cumprir os deveres do dia a dia e tolerância para lidar com os problemas.
  • Maior uso da tecnologia para criar canais oficiais entre prédios e moradores também foi um fator positivo em 2017. Por outro lado, vizinhos passaram a criar pequenos grupos em aplicativos de mensagem para criticar a administração. Isso é ruim porque, muitas vezes, o síndico acaba sendo o último a saber dos problemas.
  • Se o imóvel estiver ocupado há mais de cinco anos, sem que haja reclamação do dono no papel e com o pagamento de contas, a regra se aplica.
  • Regra que permite apenas cães de pequeno porte é antiga, mal redigida e não funciona. Condomínios mais modernos costumam trazer um capítulo dedicado às normas de convivência com animais, que incluir regulamentação das formas de transporte e do uso de focinheira, por exemplo. O importante é oferecer segurança e sossego aos vizinhos.
  • Por causa da situação do mercado atual, quem optou por adquirir um apartamento em construção há três anos, não vai lucrar com a decisão, e pode acabar tendo a sensação de que perdeu dinheiro com o negócio. Uma solução é tentar renegociar com construtora.
  • Em São Paulo, moradores de um condomínio da Zona Sul foram vítimas de um arrastão. A ação durou cerca de 3 horas. Até crianças foram vítimas dos bandidos.
  • Festas nas áreas de churrasqueiras exigem prudência. Música alta pode gerar problemas até com a polícia e a necessidade de um boletim de ocorrência.
  • Casos de unidades habitacionais que reúnem muitas pessoas podem despertar disputas entre vizinhos. No entanto, não existe uma legislação específica para esse tema.

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