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Condomínios residenciais com centros comerciais anexos são tendência

Administração de Condomínios

A cada novo empreendimento lançado em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, mais parecido com a vizinha Barra o bairro fica. Observando a recente onda de condomínios residenciais com centros comerciais anexos, voltados para os públicos interno e externo, pode-se perceber essa tendência.

No Caminhos da Barra, na Avenida Tenente Coronel Muniz de Aragão, no Anil, há uma filial do Habib’s, outra do restaurante Chopp Time, uma casa lotérica e um salão de beleza reunidos em um prédio comercial ao lado do condomínio e com as mesmas características arquitetônicas. O residencial foi erguido pela Even e o centro comercial, pela BR Stores, subsdiária da MDL especializada na construção desse tipo de empreendimento.

De acordo com o gerente comercial e de incorporação da MDL, Marcelo Rocha, o boom tem relação com a necessidade da área, o que é avaliado pela prefeitura.

— O plano urbanístico de cada região contém uma quantidade de lotes residenciais e comerciais. À medida que a densidade demográfica aumenta, a prefeitura, para liberar a execução do projeto, pode exigir que seja construído um prédio com lojas para atender a nova população. Na maioria das vezes, ele tem de 5% a 10% do tamanho do terreno do condomínio — explica.

A dona de casa Maria José dos Santos Cardoso, moradora do Caminhos da Barra, aprova a comodidade. Em seu apartamento de dois quartos, com pouco menos de 50 metros quadrados, é difícil reunir as vizinhas para um chá da tarde. A alternativa, frequentemente, é usar o centro comercial como quintal de casa.

— No começo, quando me mudei para cá, estranhei não poder receber muita gente em meu apartamento. Agora, tendo a opção de encontrar as minhas amigas no Habib’s ou na choperia, e acho até melhor. Assim, não sujo minha casa e não sai caro. É prático — conta.

Apesar de o Habib’s ser aberto ao público externo, a maioria dos clientes, de acordo com o gerente Bruno Miguel de Souza, é formada por moradores do condomínio.

— Quem vem de fora são as pessoas que, eventualmente, passam pela rua, veem que existe a lanchonete e param para comer rapidamente. Fora isso e alguns poucos casos de clientes que moram nas redondezas, nosso maior movimento é de residentes do Caminhos da Barra.

Micheli Santana, instrutora da Auto e Moto Escola Gardênia, que fica no quarteirão anterior, na mesma Tenente Coronel Muniz de Aragão, diz que o prédio contíguo ao Caminhos da Barra facilita sua vida:

— Pago contas na lotérica e frequento a choperia nos fins de semana.

A Freguesia é onde mais se tem a impressão de que, a qualquer momento, ao virar uma esquina, haverá uma placa com o famoso “Sorria, você está na Barra”. E onde há mais condomínios com centros comerciais próximos.

Ao lado do Victoria Residencial Top Park, na Estrada do Bananal, há um edifício com academia, salão de cabeleireiros, loja de roupas e filial de uma rede de suplementos alimentares. Daria para fazer ali um quadro de transformação, desses recorrentes em programas de TV. A técnica em segurança do trabalho Elisabeth Oliveira Duarte, que mora no condomínio vizinho, é frequentadora assídua.

— Às vezes, venho malhar e aproveito para comprar suplementos, passar na loja de roupas para escolher alguns looks e, por fim, vou fazer o cabelo. Ou seja, posso chegar de um jeito e sair uma nova mulher — brinca.

A uns dez minutos dali, de carro, mas ainda na Freguesia, dizem as boas línguas que a padaria instalada no prédio comercial ao lado do condomínio de casas Eldorado tem o melhor pão do bairro. E essa afirmação não vem apenas dos moradores do residencial.

— Quando trago meu filho para a creche, aqui perto, compro pães para o café da tarde. Uma delícia. E, se não tenho tempo de cozinhar, venho um pouco mais cedo e dou almoço para ele aqui — conta a professora Paula Britto.

Em Curicica, o Village Barra Linda, na Estrada dos Bandeirantes, é um dos precursores dessa tendência. O condomínio, que existe há mais de 30 anos, já nasceu com um centro comercial aberto ao público. Atualmente, tem bares, farmácia e uma casa lotérica.

— O que mudou é que, com a violência na cidade, recentemente, fechamos a passagem que dava acesso ao condomínio. Agora, os moradores têm que dar uma volta maior para acessar as lojas — conta o síndico do residencial, Silvio Archangelo.

Para a arquiteta Márcia Cristina dos Santos, que presta serviço para grandes construtoras, os centros comerciais nos condomínios são um atrativo na hora da compra:

— As pessoas querem praticidade. Ter comércio perto de casa pesa na hora de o cliente escolher o imóvel.

Fonte: O globo 

Vídeo Institucional

- Condomínio Legal

  • Regra que permite apenas cães de pequeno porte é antiga, mal redigida e não funciona. Condomínios mais modernos costumam trazer um capítulo dedicado às normas de convivência com animais, que incluir regulamentação das formas de transporte e do uso de focinheira, por exemplo. O importante é oferecer segurança e sossego aos vizinhos.
  • Por causa da situação do mercado atual, quem optou por adquirir um apartamento em construção há três anos, não vai lucrar com a decisão, e pode acabar tendo a sensação de que perdeu dinheiro com o negócio. Uma solução é tentar renegociar com construtora.
  • Em São Paulo, moradores de um condomínio da Zona Sul foram vítimas de um arrastão. A ação durou cerca de 3 horas. Até crianças foram vítimas dos bandidos.
  • Festas nas áreas de churrasqueiras exigem prudência. Música alta pode gerar problemas até com a polícia e a necessidade de um boletim de ocorrência.
  • Casos de unidades habitacionais que reúnem muitas pessoas podem despertar disputas entre vizinhos. No entanto, não existe uma legislação específica para esse tema.
  • Se o assunto foi debatido entre os moradores e as regras internas foram alteradas da maneira correta, não existem impedimentos legais para que essa mudança aconteça.
  • Caso haja autorização das autoridades municipais, não é necessário que todos os condôminos compareçam ao encontro para autorizar a internação.
  • Pessoas que ocupam o comando do condomínio por décadas podem pensar que são os proprietários de todo esse espaço. Para mudar a situação, é necessário que exista uma participação efetiva de todos os condôminos.
  • Nem todos os síndicos permitem assembleias com todos os moradores para tratar dos assuntos com os moradores. Entretanto, é importante que esses pequenos grupos apresentem os resultados para os outros condôminos.
  • Mesmo se o proprietário tiver direito a um espaço muito grande, o morador não será autorizado a colocar mais veículos do que o permitido. É possível até mesmo convocar uma assembleia para discutir o tema.
  • É preciso analisar se a situação põe em risco o sossego, a saúde ou a segurança dos moradores.
  • É preciso ter paciência com a convivência em grupo. Entrar com uma ação nessas circunstâncias pode ser entendido como um ato de vingança e a chance de perder na Justiça é grande.
  • Aumento da circulação de pessoas e maior consumo de água e energia elétrica, por exemplo, são problemas gerados pelo uso comercial do imóvel. Síndico precisa atuar como um juiz para mediar os conflitos nessa situação.
  • Se prédio passar por reforma e aparelho estiver fora dos padrões, morador vai precisar arcar com despesas para se adequar às normas.
  • Casos de roubos se tornaram pontuais por conta dos investimentos na segurança particular. No entanto, o poder público nas cidades brasileiras não tem conseguido desenvolver políticas para conter a escalada de criminalidade.
  • A legislação e a falta de dinamismo entre os condôminos torna qualquer mudança de função de um local ainda mais difícil. Pequenas adaptações e obras simples podem ser decidias em assembleia e não por unanimidade.
  • Mesmo contratos de gaveta exigem que os compradores tenham atenção para não herdarem dívidas de outros proprietários. Contas muito antigas, no entanto, não podem ser cobradas do novo morador.
  • Por lei, todo condomínio precisa ter um sindico. Não dá para eliminar essa figura. No entanto, nada impede que eles criem um grupo gestor para trabalhar junto com o síndico.
  • É preciso ter bom senso. Bandeiras de partidos políticos e de clubes de futebol podem desfigurar a fachada do edifício. No entanto, é necessário ter tolerância em dias especiais para a política ou durante as rodadas dos campeonatos.
  • Em caso de problemas por conta das intervenções de apartamento ou casas ao lado, um laudo técnico evita litígio. Registros fotográficos e seguros também ajudam a manter a confiança nessa relação.
  • A cada mês de atraso, o comprador tem direito de receber indenização, como o valor equivalente a um aluguel, por exemplo. Caso negociação não seja amigável, o proprietário pode até processar a construtora por dano moral. O ideal é evitar ação judicial, mas é causa ganha. O importante é não desistir do imóvel. Cumpra sua parte do contrato.
  • Brigas para ocupar o cargo nos edifícios têm se acirrado, com situação e oposição usando até cartas anônimas. Artifício não favorece o diálogo, já que o interlocutor não divulga nem ao menos a sua identidade.
  • Geralmente, as revendedoras oferecem duas ou três opções de local para instalação dos geradores e os condomínios acabam optando pelo mais barato. O problema é que o aparelho é barulhento e pode acabar causando transtornos aos moradores. Nesses casos, o ideal é que seja construída uma 'casinhas' de isolamento acústico em torno do gerador ou janelas antirruído nos apartamentos mais baixos.
  • A melhor alternativa para resolver problemas com os vizinhos é apostar no diálogo. No entanto, nem sempre existe a vontade de ajudar. Há um tipo de medida judicial, chamada de ação de obrigação de fazer, que força essa cooperação.
  • Atrasar a taxa não tira o direito do proprietário. Por isso, não se pode impedir o dono de imóvel de alugá-lo por ele estar com o condomínio atrasado. Além disso, medida é um tiro no pé. Quando alguém aluga um apartamento, pode criar condições para que o proprietário quite os débitos.
  • É preciso verificar se a administradora que faliu levou junto o dinheiro do condomínio. No mínimo, o síndico precisa ouvir a opinião dos conselheiros, analisar pelo menos três orçamentos e marcar uma assembleia para ratificar a contratação de uma nova empresa.
  • Condomínio Legal esclarece que ela não pode ser impedida de participar ou de assinar a lista de presença, já que é proprietária de um imóvel e tem o direito de saber o que se passa no edifício. No entanto, a moradora realmente não pode votar. Quem a impede corre o risco de torná-la uma credora, porque ela pode entrar com uma ação indenizatória e ganhar.
  • Apesar de a convenção determinar que o valor não pode ultrapassar dois salários mínimos, o síndico passou o próprio honorário para quatro salários mínimos. Para dar uma aparente legalidade ao ato, ele registrou a ata no Cartório de Notas. Isso é correto? Marcio Rachkorsky esclarece que este tipo documento precisa ser registrado no Cartório de Registro de Títulos de Documentos. E completa: o síndico só pode aumentar a própria remuneração se houver uma pauta específica sobre este assunto na assembleia do condomínio. Se ele tiver reajustado o valor sem o tema estar na pauta, o aumento não é válido e terá de ser rediscutido.
  • Casos de moradores que querem assediar funcionários são recorrentes e o síndico precisa ser rigoroso. O condomínio precisa apoiar e ficar do lado da vítima.
  • Se o prédio votou regra contra música alta em ambientes abertos, medida é legal. Num domingo de festa com música alta, só a família que dá a festa se diverte. Os outros moradores não aproveitam nada.

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