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Cresce no país o número de edifícios gerenciados por síndicos profissionais.

Administração de Condomínios

São Paulo – Em cinco anos, metade dos condomínios brasileiros estará sob a batuta de um síndico profissional. A previsão parte do Instituto Pró-Síndico que aponta a falta de pessoas qualificadas para o trabalho como indicativo de um forte nicho de carreira.

“É uma área promissora em todo Brasil. Hoje, em São Paulo, por exemplo, 50% dos condomínios grandes, com mais de 700 unidades, já são comandados por síndicos especializados”, diz Dostoiévscki Vieira, Presidente do Instituto Pró-Síndico.

A promessa de boas oportunidades profissionais em tempos de desemprego superior a 8% no Brasil pode ser animadora para quem pensa em transição de carreira. Mas, segundo Vieira, não é só a demanda de mercado que deve pesar na decisão. Há que se ter perfil para a função, afinal, quem mora em prédio sabe que síndicos precisam administrar divergências entre condôminos, entre outras adversidades.

“O profissional precisa ter experiência em liderar pessoas e mediar conflitos. Não é todo mundo que tem estômago para isso”, afirma Vieira. De acordo com ele, ponderar demandas e priorizar ações tendo em vista o bem comum pode ser bastante desafiador.

Já em relação às competências técnicas, conhecimentos nas áreas administrativa, jurídica e de engenharia ajudam. “Não há um perfil técnico específico, há síndicos arquitetos, advogados, administradores, engenheiros, por exemplo”, diz Vieira.

“Pegar o elevador” pode ser o primeiro passo na carreira

Experimentar a carreira pode estar mais perto do que muitos imaginam. Tudo pode começar na assembleia de moradores do próprio condomínio, caso o profissional more ou trabalhe em um.

Foi assim com o engenheiro Salvator Licco Haim. Depois de vender sua indústria de máquinas para lavar pisos para um grupo multinacional e de empreender, sem sucesso, na área de tecnologia, Haim se viu ocioso e acabou se tornando síndico do prédio em que mora.

“Vi que ser síndico não era simples e fui fazer um curso para melhorar o meu trabalho. Lá, percebi que podia ser uma ocupação interessante para complementar a renda”, diz.

Mais qualificado, Haim, que é diretor da Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional), viu a chance de ser síndico profissional do prédio em que a Abralimp está instalada, em São Paulo, no ano passado.

Na sua opinião, o caminho feito por ele é a melhor alternativa para quem se interessa pela profissão. “A melhor coisa é começar se candidatando como síndico do prédio onde mora”, diz.

Apostar na rede de relacionamentos do próprio bairro também pode ajudar a encontrar oportunidades de trabalho. “Conversar com amigos, síndicos de prédios vizinhos, oferecer ajuda pro bono pode ser uma alternativa para começar a carreira”, diz.

Cursos de formação também são importantes porque fortalecem o networking e dão justamente as noções administrativas, jurídicas, de arquitetura, engenharia e de gestão de pessoas necessárias ao trabalho. Segundo ele, grande parte dos síndicos não profissionais é formada por “amadores desinformados”.

Remuneração pode ser (bem) atrativa

Haim afirma que a renda garantida com os serviços de síndico profissional é razoável, tendo em vista o fato de que um dia por semana é o bastante para dar conta do trabalho em um condomínio.

Segundo o Instituto Pró-Síndico, o valor médio cobrado a título de honorários para condomínios de até 200 unidades é de R$ 4,5 mil. Mas, é possível também ter remunerações altas com ampliação da prestação de serviços.

É o caso do síndico profissional Maurício Lopes que hoje atua diretamente em três grandes condomínios e é associado a uma empresa, a Implanta Condomínios, que tem 21 condomínios em sua carteira de clientes. Sua remuneração mensal é entre 12 mil reais e 15 mil reais por mês e a sua expectativa é dobrar este valor até o fim do ano.

De acordo com ele que atua na área de administração e implantação de condomínios há 13 anos, a Implanta Condomínios desenvolveu um modelo de negócios diferente.

“A maioria dos síndicos profissionais abre uma empresa e é só ele. Nós temos vários síndicos associados e temos toda uma equipe. Alocamos, por exemplo, um síndico gestor que dá expediente e cumpre carga horária nos condomínios”, explica.

Fonte: Exame

Vídeo Institucional

- Condomínio Legal

  • Regra que permite apenas cães de pequeno porte é antiga, mal redigida e não funciona. Condomínios mais modernos costumam trazer um capítulo dedicado às normas de convivência com animais, que incluir regulamentação das formas de transporte e do uso de focinheira, por exemplo. O importante é oferecer segurança e sossego aos vizinhos.
  • Por causa da situação do mercado atual, quem optou por adquirir um apartamento em construção há três anos, não vai lucrar com a decisão, e pode acabar tendo a sensação de que perdeu dinheiro com o negócio. Uma solução é tentar renegociar com construtora.
  • Em São Paulo, moradores de um condomínio da Zona Sul foram vítimas de um arrastão. A ação durou cerca de 3 horas. Até crianças foram vítimas dos bandidos.
  • Festas nas áreas de churrasqueiras exigem prudência. Música alta pode gerar problemas até com a polícia e a necessidade de um boletim de ocorrência.
  • Casos de unidades habitacionais que reúnem muitas pessoas podem despertar disputas entre vizinhos. No entanto, não existe uma legislação específica para esse tema.
  • Se o assunto foi debatido entre os moradores e as regras internas foram alteradas da maneira correta, não existem impedimentos legais para que essa mudança aconteça.
  • Caso haja autorização das autoridades municipais, não é necessário que todos os condôminos compareçam ao encontro para autorizar a internação.
  • Pessoas que ocupam o comando do condomínio por décadas podem pensar que são os proprietários de todo esse espaço. Para mudar a situação, é necessário que exista uma participação efetiva de todos os condôminos.
  • Nem todos os síndicos permitem assembleias com todos os moradores para tratar dos assuntos com os moradores. Entretanto, é importante que esses pequenos grupos apresentem os resultados para os outros condôminos.
  • Mesmo se o proprietário tiver direito a um espaço muito grande, o morador não será autorizado a colocar mais veículos do que o permitido. É possível até mesmo convocar uma assembleia para discutir o tema.
  • É preciso analisar se a situação põe em risco o sossego, a saúde ou a segurança dos moradores.
  • É preciso ter paciência com a convivência em grupo. Entrar com uma ação nessas circunstâncias pode ser entendido como um ato de vingança e a chance de perder na Justiça é grande.
  • Aumento da circulação de pessoas e maior consumo de água e energia elétrica, por exemplo, são problemas gerados pelo uso comercial do imóvel. Síndico precisa atuar como um juiz para mediar os conflitos nessa situação.
  • Se prédio passar por reforma e aparelho estiver fora dos padrões, morador vai precisar arcar com despesas para se adequar às normas.
  • Casos de roubos se tornaram pontuais por conta dos investimentos na segurança particular. No entanto, o poder público nas cidades brasileiras não tem conseguido desenvolver políticas para conter a escalada de criminalidade.
  • A legislação e a falta de dinamismo entre os condôminos torna qualquer mudança de função de um local ainda mais difícil. Pequenas adaptações e obras simples podem ser decidias em assembleia e não por unanimidade.
  • Mesmo contratos de gaveta exigem que os compradores tenham atenção para não herdarem dívidas de outros proprietários. Contas muito antigas, no entanto, não podem ser cobradas do novo morador.
  • Por lei, todo condomínio precisa ter um sindico. Não dá para eliminar essa figura. No entanto, nada impede que eles criem um grupo gestor para trabalhar junto com o síndico.
  • É preciso ter bom senso. Bandeiras de partidos políticos e de clubes de futebol podem desfigurar a fachada do edifício. No entanto, é necessário ter tolerância em dias especiais para a política ou durante as rodadas dos campeonatos.
  • Em caso de problemas por conta das intervenções de apartamento ou casas ao lado, um laudo técnico evita litígio. Registros fotográficos e seguros também ajudam a manter a confiança nessa relação.
  • A cada mês de atraso, o comprador tem direito de receber indenização, como o valor equivalente a um aluguel, por exemplo. Caso negociação não seja amigável, o proprietário pode até processar a construtora por dano moral. O ideal é evitar ação judicial, mas é causa ganha. O importante é não desistir do imóvel. Cumpra sua parte do contrato.
  • Brigas para ocupar o cargo nos edifícios têm se acirrado, com situação e oposição usando até cartas anônimas. Artifício não favorece o diálogo, já que o interlocutor não divulga nem ao menos a sua identidade.
  • Geralmente, as revendedoras oferecem duas ou três opções de local para instalação dos geradores e os condomínios acabam optando pelo mais barato. O problema é que o aparelho é barulhento e pode acabar causando transtornos aos moradores. Nesses casos, o ideal é que seja construída uma 'casinhas' de isolamento acústico em torno do gerador ou janelas antirruído nos apartamentos mais baixos.
  • A melhor alternativa para resolver problemas com os vizinhos é apostar no diálogo. No entanto, nem sempre existe a vontade de ajudar. Há um tipo de medida judicial, chamada de ação de obrigação de fazer, que força essa cooperação.
  • Atrasar a taxa não tira o direito do proprietário. Por isso, não se pode impedir o dono de imóvel de alugá-lo por ele estar com o condomínio atrasado. Além disso, medida é um tiro no pé. Quando alguém aluga um apartamento, pode criar condições para que o proprietário quite os débitos.
  • É preciso verificar se a administradora que faliu levou junto o dinheiro do condomínio. No mínimo, o síndico precisa ouvir a opinião dos conselheiros, analisar pelo menos três orçamentos e marcar uma assembleia para ratificar a contratação de uma nova empresa.
  • Condomínio Legal esclarece que ela não pode ser impedida de participar ou de assinar a lista de presença, já que é proprietária de um imóvel e tem o direito de saber o que se passa no edifício. No entanto, a moradora realmente não pode votar. Quem a impede corre o risco de torná-la uma credora, porque ela pode entrar com uma ação indenizatória e ganhar.
  • Apesar de a convenção determinar que o valor não pode ultrapassar dois salários mínimos, o síndico passou o próprio honorário para quatro salários mínimos. Para dar uma aparente legalidade ao ato, ele registrou a ata no Cartório de Notas. Isso é correto? Marcio Rachkorsky esclarece que este tipo documento precisa ser registrado no Cartório de Registro de Títulos de Documentos. E completa: o síndico só pode aumentar a própria remuneração se houver uma pauta específica sobre este assunto na assembleia do condomínio. Se ele tiver reajustado o valor sem o tema estar na pauta, o aumento não é válido e terá de ser rediscutido.
  • Casos de moradores que querem assediar funcionários são recorrentes e o síndico precisa ser rigoroso. O condomínio precisa apoiar e ficar do lado da vítima.
  • Se o prédio votou regra contra música alta em ambientes abertos, medida é legal. Num domingo de festa com música alta, só a família que dá a festa se diverte. Os outros moradores não aproveitam nada.

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