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Futebol, dança e até feira em condomínios

Administração de Condomínios

Empresários lucram ao oferecer facilidades para moradores

Os consumidores buscam comodidade, e isso ajuda quem quer empreender e ganhar dinheiro. Atentos a essa demanda, profissionais estão investindo na oferta de serviços em condomínios, dando aulas de dança para adultos, ensinando futebol para crianças e levando até barracas de feira aos condôminos.

A proposta é vantajosa porque em um mesmo lugar, o profissional consegue vários clientes, enquanto que os moradores têm uma mão de obra personalizada e com preços mais em conta.

De acordo com o professor de Economia do Unesc, Jorge Henrique de Miranda, oferecer serviços em condomínios é um projeto de sucesso. Quem decide trabalhar dessa forma tem a vantagem de não ter os tradicionais custos de manutenção com equipamentos, por exemplo.

"Nos condomínios, há espaços livres que permitem acessibilidade de todos, desenvolvendo a relação entre as pessoas. O leque de opções de serviços a oferecer é grande e vai desde professor de esportes até a fabricação de comida congelada ou limpeza de carro, por exemplo. Os profissionais estão aí, é só ter iniciativa dos condôminos. O grupo contrata e sai bem mais em conta para todos", disse o professor.

Thiago Antunes de Oliveira há seis anos oferece atividade física em condomínios. Ele é sócio-proprietário de uma assessoria esportiva. "Nossa ideia é otimizar espaços que ficam ociosos em condomínios. Cada apartamento paga R$ 15, que está inclusa no boleto da taxa mensal. Este é um seguimento que tem muito para crescer", comentou.

Já Simone Maria de Jesus Macedo oferece depilação e faz sobrancelha em prédios comerciais e residenciais. Segundo ela, os serviços são agendados e feitos a cada 15 dias no mesmo local. "Ver a satisfação do cliente não tem preço", disse.

Tendência

Laura Pin é proprietária de um restaurante italiano dentro do Boulevard Lagoa. "A tendência é oferecer o máximo de serviços possíveis perto da casa das pessoas. Isso é uma facilidade, pois o local funciona como uma extensão da casa do morador", resumiu.

Análise

É importante mapear a clientela

Antes de oferecer um serviço, o profissional precisa fazer um mapeamento para verificar quais são os concorrentes, diretos e indiretos, e estudar o poder aquisitivo do condomínio, entre outros pontos. Esse levantamento serve para saber se a atividade é compatível com o que está sendo proposto, se é de risco ou vai atender apenas uma demanda sazonal. Você pode ter produtos, mas se não tiver quem compra, de nada vai adiantar. Uma boa opção é conversar com os moradores, saber quantas pessoas moram no local e a durabilidade dessa atividade.

Algumas opções

Esportes

Empresas de assessoria esportiva oferecem aulas para adultos e crianças. As opções são escolinhas de futebol, vôlei, tênis, basquete, natação e lutas. Há ainda turmas de funcional e até aula de zumba.

Personal

Também é possível contratar personal trainer para dar aulas na academia do condomínio.

Beleza

Serviços de beleza como depilação, sobrancelha e unha podem ser oferecidos tanto em prédios comerciais quanto em condomínios residenciais. A cada 15 dias, o profissional pode voltar no endereço e atender novamente a clientela.

Feira

Uma vez por semana, a feira de alimentos vai até o condomínio. A variedade de produtos é grande e a vantagem é que o atendimento acontece no final da tarde.

Restaurante

Em alguns condomínios, há um restaurante italiano, que oferece um cardápio variado, laboratório de massas e também uma adega.

Fonte: Jornal do condomínio 

Vídeo Institucional

- Condomínio Legal

  • Se a taxa cobrada for pequena, não há problema na cobrança. Mas se a festa for grande, precisa ser aprovada em assembleia.
  • Não é justo cobrar mais de quem precisa usar o elevador, porque não há essa cobrança de quem usa mais outras instalações como a piscina ou a sauna, por exemplo. De qualquer forma, medida precisa ser aprovada em convenção.
  • O ideal é que o condomínio monte uma sala para acomodar essas pessoas. Não é permitida a presença desses profissionais na portaria do prédio e no hall de entrada. Esses espaços são áreas de passagem.
  • Ocupação do espaço deve priorizar a integração entre moradores. Em caso de hóspedes ou vizinhos de outros locais interessados no uso da dependência, autorização deve ser ponderada para não prejudicar normas.
  • O órgão conversa com o síndico e nomeia um assistente social para monitorar o jovem que apresenta desvios de comportamento. Dependendo da gravidade, caso pode até ser levado para a vara da infância.
  • O corte de árvores sem aval do governo constitui crime ambiental. Caso o protocolo junto à Prefeitura demore a ser oficializado, os síndicos podem recorrer ao Judiciário para obter uma liminar que permita a poda.
  • Tem gente que acha que do portão para dentro não tem lei. Se houver crime em flagrante, como menor no volante, síndico deve multar e chamar a polícia.
  • Além disso, essas intervenções são importantes para o cumprimento de leis. Neste caso, essas obras podem ser aprovadas por maioria simples.
  • Se a pessoa em questão ficar mais do que apenas algumas horas em um apartamento, sim. O visitante já não tem esse direito.
  • A utilização desse meio pode fragilizar a segurança dos condomínios e provocar acidentes. Neste caso, o síndico pode proibir. A solução seria alugar a vaga para um vizinho.
  • O engenheiro é obrigado a apresentar algumas informações sobre as intervenções em imóveis. Entre elas, o prazo de início e fim. Se os horários estiverem sendo respeitados, o jeito é torcer para acabar logo.
  • Se não houver estrutura adequada, a prática deve ser proibida, porque a fumaça pode incomodar os vizinhos. Para não se indispor com os moradores, o síndico pode pedir para a administradora do condomínio avisar aos que desrespeitarem a norma.
  • Falta bom senso às vezes de compreender que prédio residencial não é clube.
  • Objetivo é prevenir acidentes com anúncio sonoro e visual. Condomínios têm seis meses para se adaptar. Custo médio do equipamento é de R$ 900.
  • Não adianta o condomínio investir em segurança se os próprios condôminos não respeitam condutas básicas. Uma possível solução para esses problemas é punir os moradores com multas pagas em dinheiro.
  • É esse laudo que atesta que o condomínio está prevenido para qualquer acidente. Antes de dar entrada no documento, síndico deve se programar e pode até contratar engenheiro de segurança para ajudar no levantamento de obras necessárias.
  • Condomínio deve, num primeiro momento, mandar uma advertência. Caso o morador não mude de atitude, ele pode ser multado. Se infestação de pombos estiver muito avançada, o prédio deve contratar uma empresa especializada no combate aos animais.
  • Em 2018, é preciso exercitar a gentileza no trato com o vizinho, consciência em cumprir os deveres do dia a dia e tolerância para lidar com os problemas.
  • Maior uso da tecnologia para criar canais oficiais entre prédios e moradores também foi um fator positivo em 2017. Por outro lado, vizinhos passaram a criar pequenos grupos em aplicativos de mensagem para criticar a administração. Isso é ruim porque, muitas vezes, o síndico acaba sendo o último a saber dos problemas.
  • Se o imóvel estiver ocupado há mais de cinco anos, sem que haja reclamação do dono no papel e com o pagamento de contas, a regra se aplica.
  • Regra que permite apenas cães de pequeno porte é antiga, mal redigida e não funciona. Condomínios mais modernos costumam trazer um capítulo dedicado às normas de convivência com animais, que incluir regulamentação das formas de transporte e do uso de focinheira, por exemplo. O importante é oferecer segurança e sossego aos vizinhos.
  • Por causa da situação do mercado atual, quem optou por adquirir um apartamento em construção há três anos, não vai lucrar com a decisão, e pode acabar tendo a sensação de que perdeu dinheiro com o negócio. Uma solução é tentar renegociar com construtora.
  • Em São Paulo, moradores de um condomínio da Zona Sul foram vítimas de um arrastão. A ação durou cerca de 3 horas. Até crianças foram vítimas dos bandidos.
  • Festas nas áreas de churrasqueiras exigem prudência. Música alta pode gerar problemas até com a polícia e a necessidade de um boletim de ocorrência.
  • Casos de unidades habitacionais que reúnem muitas pessoas podem despertar disputas entre vizinhos. No entanto, não existe uma legislação específica para esse tema.
  • Se o assunto foi debatido entre os moradores e as regras internas foram alteradas da maneira correta, não existem impedimentos legais para que essa mudança aconteça.
  • Caso haja autorização das autoridades municipais, não é necessário que todos os condôminos compareçam ao encontro para autorizar a internação.
  • Pessoas que ocupam o comando do condomínio por décadas podem pensar que são os proprietários de todo esse espaço. Para mudar a situação, é necessário que exista uma participação efetiva de todos os condôminos.
  • Nem todos os síndicos permitem assembleias com todos os moradores para tratar dos assuntos com os moradores. Entretanto, é importante que esses pequenos grupos apresentem os resultados para os outros condôminos.
  • Mesmo se o proprietário tiver direito a um espaço muito grande, o morador não será autorizado a colocar mais veículos do que o permitido. É possível até mesmo convocar uma assembleia para discutir o tema.

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