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Redes sociais facilitam a vida dos moradores, mas também provocam discórdia no condomínio

Administração de Condomínios

Os prós e os contras do uso das redes sociais para comunicação entre moradores de condomínios.

Interfonar para o porteiro para saber de onde vem um barulho ou tocar a campainha da vizinha para pedir açúcar emprestado, já é coisa do passado nos condomínios com comunidades online. A comunicação interna ganhou mais espaço e agora virou virtual, através de sites especializados, aplicativos no celular e páginas nas redes sociais, é possível ficar a par de tudo o que acontece dentro do condomínio.

A utilização é bem abrangente. Os sites específicos para condomínios são sistemas de gestão exclusivos para os condôminos que permitem disponibilizar informações importantes como documentos do prédio (convenção, regimento interno e atas), fazer o registro dos moradores e veículos, reservar o salão de festas, publicar avisos de utilidade pública como datas das assembleias, problemas no elevador, falta de água, gás, luz e podem até ter classificados. Normalmente a administração do site fica a cargo do síndico ou do gerente predial.

“A via de comunicação para condomínio deve ser de mão única para distribuir as informações úteis do prédio. Se a via for de mão dupla, a resposta aos comunicados deve ser devolvida a um certo número de pessoas: síndico, corpo diretivo e, eventualmente, administradora.

Os sites também são excelentes para a divulgação de eventos no prédio, assim como disparos de SMS ou e-mails com comunicados importantes. Um canal de denúncias sempre é válido para se apurar situações no prédio, desde que, com regras específicas de acesso e respeitando o anonimato”, esclarece a especialista em governança condominial da Conlive, Talita Zanelato.

Já as páginas criadas nas redes sociais como o Facebook ou os grupos no Whatsapp são mais informais e podem ser criados por qualquer morador sem autorização prévia. O objetivo é mais voltado para a integração e comunicação entre os moradores.

É comum os vizinhos pedirem coisas emprestadas, anunciarem produtos que estão vendendo, solicitarem indicação de faxineira e, frequentemente, usarem para desabafar a insatisfação com algum problema do prédio, com outro morador ou com o síndico. E, em casos extremos, podem ocorrer excessos na comunicação ultrapassando para o campo das ofensas.

“As redes sociais promovem uma superexposição pela sua natureza de compartilhar e viralizar. Para o condomínio, é complicado porque as pessoas tendem a expor demais suas opiniões, às vezes, de forma ofensiva e direcionada, tendo como alvo principal o síndico, criando uma animosidade que só piora a relações dos moradores e de quem administra o condomínio”, alerta Talita. E a especialista acrescenta, “Participantes de grupos de Whatsapp têm recebido notificações com pedidos de explicações de pessoas ofendidas por declarações no grupo e que foram buscar seus direitos no âmbito cível e criminal, como ações de indenização e de crime de difamação, por exemplo”.

Promover o debate de temas para o público, abertamente, são as razões do surgimento de conflitos graves dentro do condômino, por isso, Talita Zanelato aconselha que os debates de temas, principalmente os mais polêmicos, sejam realizados através de pesquisa anônima e, de preferência, direcionada por uma empresa idônea. “O do prédio começa a pesar, os condôminos ficam estressados por viver em um lugar onde as pessoas só brigam online”, adverte Talita.

Outro ponto a ser considerado é que nem todos os moradores dominam a tecnologia ou tem tempo para acessar as redes sociais com frequência, portanto, os avisos mais relevantes e urgentes, devem também ter a versão em papel afixada no mural do prédio.

Para a especialista em governança condominial a comunicação virtual na esfera dos condomínios veio para ficar, não cabe abrir mão desta tecnologia, mas ela deve ser utilizada de maneira equilibrada e consciente para trazer benefícios e não conflitos.

Fonte: Condominio SC 

Vídeo Institucional

- Condomínio Legal

  • O Estatuto do Idoso se aplica em conjunto com a convenção do prédio. Geralmente, cada um deles têm uma regra específica sobre quando se aplica a prioridade em sorteios. Mas, nesses casos, vale priorizar o bom senso.
  • Hoje em dia construtoras fazem prédios enormes com portarias pequenas. Com isso os funcionários ficam sobrecarregados. Ter um sistema para avisá-los pode facilitar o trabalho.
  • Cada condomínio tem suas regras para os murais de comunicação, mas ao afixar comunicados aos condôminos, síndicos devem ter cuidado ao expressar as orientações. É importante transmitir com objetividade, e se atentar para opiniões pessoais que podem ser consideradas ofensivas. Em avisos de inadimplência, por exemplo, é fundamental não expor a identidade de devedores.
  • Serviços podem ser prestados dentro do condomínio sem problemas, mas atender gente de fora não deve ser permitido. Entra e sai de visitantes gasta água, energia dos elevadores e ainda fragiliza segurança.
  • Gasto com mão de obra pode representar até 70% das despesas do prédio, por isso, muitos acabam demitindo funcionários. Medida é legal, mas o assunto precisa ser discutido com os moradores, porque não é só uma questão de dinheiro, mas também de segurança.
  • A administração do prédio fica obrigada a resolver o problema apenas quando ele acontece na prumada central do edifício. Se for nos ramais internos, ou seja, entre apartamentos, a solução deve ser dada pelo morador.
  • Na maioria dos casos de furto e roubo em condomínios, os bandidos entram pela porta da frente, usando informações prévias sobre o alvo. Não adianta investir em equipamentos de segurança se o porteiro não for bem treinado e o morador não cumprir as normas do prédio.
  • STF decidiu que bem único de fiador não pode ser penhorável por se tratar de patrimônio de família. Parecer é ruim para locatários porque abre brecha para que inadimplência do inquilino não seja ressarcida.
  • Ás vezes ocorre o uso nocivo da propriedade, quando alguém é coproprietário e utiliza mais o condomínio que os outros. Basta que o síndico notifique e, se for o caso, multe o condômino que está incorrendo no erro.
  • Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou um texto sobre o assunto, que ainda precisa passar pelo Senado. Caso ela seja aprovada, a multa em caso de distrato pode chegar a 50% do valor pago pelos consumidores às incorporadoras.
  • A pessoa tem exatamente os mesmos direitos do que o dono, só não pode votar. Se quiser, pode pedir uma procuração ao proprietário para poder votar também.
  • Projeto piloto do Sindicato de Habitação do Rio foi batizado de ‘Luz Azul’. Câmeras de segurança serão implementadas fachadas de prédios no Centro do cidade. As imagens poderão ser compartilhadas em tempo real com o batalhão e a delegacia policial da área.
  • Se a taxa cobrada for pequena, não há problema na cobrança. Mas se a festa for grande, precisa ser aprovada em assembleia.
  • Não é justo cobrar mais de quem precisa usar o elevador, porque não há essa cobrança de quem usa mais outras instalações como a piscina ou a sauna, por exemplo. De qualquer forma, medida precisa ser aprovada em convenção.
  • O ideal é que o condomínio monte uma sala para acomodar essas pessoas. Não é permitida a presença desses profissionais na portaria do prédio e no hall de entrada. Esses espaços são áreas de passagem.
  • Ocupação do espaço deve priorizar a integração entre moradores. Em caso de hóspedes ou vizinhos de outros locais interessados no uso da dependência, autorização deve ser ponderada para não prejudicar normas.
  • O órgão conversa com o síndico e nomeia um assistente social para monitorar o jovem que apresenta desvios de comportamento. Dependendo da gravidade, caso pode até ser levado para a vara da infância.
  • O corte de árvores sem aval do governo constitui crime ambiental. Caso o protocolo junto à Prefeitura demore a ser oficializado, os síndicos podem recorrer ao Judiciário para obter uma liminar que permita a poda.
  • Tem gente que acha que do portão para dentro não tem lei. Se houver crime em flagrante, como menor no volante, síndico deve multar e chamar a polícia.
  • Além disso, essas intervenções são importantes para o cumprimento de leis. Neste caso, essas obras podem ser aprovadas por maioria simples.
  • Se a pessoa em questão ficar mais do que apenas algumas horas em um apartamento, sim. O visitante já não tem esse direito.
  • A utilização desse meio pode fragilizar a segurança dos condomínios e provocar acidentes. Neste caso, o síndico pode proibir. A solução seria alugar a vaga para um vizinho.
  • O engenheiro é obrigado a apresentar algumas informações sobre as intervenções em imóveis. Entre elas, o prazo de início e fim. Se os horários estiverem sendo respeitados, o jeito é torcer para acabar logo.
  • Se não houver estrutura adequada, a prática deve ser proibida, porque a fumaça pode incomodar os vizinhos. Para não se indispor com os moradores, o síndico pode pedir para a administradora do condomínio avisar aos que desrespeitarem a norma.
  • Falta bom senso às vezes de compreender que prédio residencial não é clube.
  • Objetivo é prevenir acidentes com anúncio sonoro e visual. Condomínios têm seis meses para se adaptar. Custo médio do equipamento é de R$ 900.
  • Não adianta o condomínio investir em segurança se os próprios condôminos não respeitam condutas básicas. Uma possível solução para esses problemas é punir os moradores com multas pagas em dinheiro.
  • É esse laudo que atesta que o condomínio está prevenido para qualquer acidente. Antes de dar entrada no documento, síndico deve se programar e pode até contratar engenheiro de segurança para ajudar no levantamento de obras necessárias.
  • Condomínio deve, num primeiro momento, mandar uma advertência. Caso o morador não mude de atitude, ele pode ser multado. Se infestação de pombos estiver muito avançada, o prédio deve contratar uma empresa especializada no combate aos animais.
  • Em 2018, é preciso exercitar a gentileza no trato com o vizinho, consciência em cumprir os deveres do dia a dia e tolerância para lidar com os problemas.

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