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TV e rádio na portaria dos condomínios.

Administração de Condomínios

Especialistas garantem que os aparelhos eletrônicos atrapalham a concentração de porteiros

Disponibilizar televisão e rádio na portaria pode comprometer a segurança dos moradores e dos próprios funcionários. Essa é a opinião de especialistas na área de segurança que desaconselham esse hábito e garantem que os aparelhos eletrônicos distraem e atrapalham a concentração dos porteiros. Robson Cleiton Sousa, supervisor operacional da Koerich Segurança, alerta que o porteiro que assiste a programas de TV tem 80% dos sentidos de visão e audição comprometidos. “Não é recomendado. É impossível monitorar as câmeras, observar quem entra e sai do condomínio e assistir televisão ao mesmo tempo. No caso do rádio, a distração é menor por atingir somente o campo da audição, mesmo assim é desaconselhável”, explica.

De acordo com Robson Sousa, a situação é ainda mais grave para quem faz jornada noturna. Além de ser o período que exige mais atenção na guarita por ser o turno mais visado por pessoas mal intencionadas, a TV provoca sonolência e o porteiro pode vir a dormir em trabalho.

Entre os síndicos, o assunto é polêmico e gera opiniões divergentes, variando de acordo com o número de apartamentos e movimento de pessoas. Geralmente, quanto mais intenso o fluxo, menos tempo ocioso para os funcionários e menor é a chance de o síndico acatar a ideia de instalar uma televisão na portaria.

Sem TV

O Condomínio Vila Grécia, em Capoeiras, Florianópolis, tem 101 apartamentos. A síndica Nívea Arceno é contra a instalação de TV e rádio na portaria. “No nosso condomínio não há televisão e não temos planos de instalar. Acredito que um porteiro assistindo TV se distrai e não vai conseguir monitorar as câmeras ou perceber quem entra e sai do condomínio”, enfatiza.

Localizado centro da Capital, o Condomínio Villes de France também não permite a instalação de TV na portaria. A síndica Marlene Redivo justifica que, como o fluxo de moradores é intenso, os funcionários não conseguiriam permanecer atentos. “Para o nosso condomínio não funciona. Temos duas portarias. A interna a gente até deixa o funcionário ligar o rádio em volume baixo, mas na portaria central não. O uso da TV não é permitido em nenhuma hipótese, porque distrai muito. São 176 apartamentos, a circulação de pessoas é intensa e exige muita atenção dos nossos porteiros”, explica.

Restrições

Já o Condomínio Vila Real, localizado também no Centro de Florianópolis, autorizou a instalação de televisão após debate realizado em assembleia. A síndica Maria Luiza de Queiroz explica que o condomínio possui 12 apartamentos e o movimento de pessoas é esporádico. Ela admite o uso dos aparelhos na portaria, porém com restrições. “Há um tempo tivemos alguns problemas de distração dos funcionários, o que levou à retirada da TV. Passado um mês, percebendo que gerava muita monotonia para os trabalhadores, fizemos uma discussão bem ampla sobre a questão em assembleia e decidimos instalar novamente, estabelecendo algumas regras”, conta.

A síndica Maria Luiza descreve as restrições para o uso da TV na portaria do condomínio: “Durante o dia só é permitido assistir televisão por uma causa importante, como Copa do Mundo, por exemplo. No período noturno, sábado e principalmente no domingo é liberado. A tela da televisão fica um pouco atrás da tela das câmeras, o que possibilita o monitoramento. Hoje, depois de estabelecido estes critérios, funciona muito bem e nunca mais tivemos problemas. A televisão na verdade é até um apoio para um funcionário que fica 12 horas na portaria”, pondera.

Conforto e segurança

É necessário que o condomínio pense no conforto dos trabalhadores, sem esquecer a segurança. Confira dicas que auxiliam no serviço mais eficiente da portaria:

- A guarita precisa ser arejada. Locais abafados causam mais sonolência.

- Para portarias pequenas, é essencial o uso de ventiladores ou ar-condicionado, sobretudo no verão.

- Bebedouro é fundamental para que o funcionário se mantenha hidratado, principalmente em dias quentes.

- O local deve ter boa iluminação interna e externa. A luz externa ajuda o porteiro a identificar quem está passando e a interna ajuda a evitar sonolência.

- Se um funcionário tem dificuldades de se manter acordado durante o período da noite, é porque ele não é indicado para trabalhar nesse horário.

Fonte: Condomínio sc

Vídeo Institucional

- Condomínio Legal

  • Se a taxa cobrada for pequena, não há problema na cobrança. Mas se a festa for grande, precisa ser aprovada em assembleia.
  • Não é justo cobrar mais de quem precisa usar o elevador, porque não há essa cobrança de quem usa mais outras instalações como a piscina ou a sauna, por exemplo. De qualquer forma, medida precisa ser aprovada em convenção.
  • O ideal é que o condomínio monte uma sala para acomodar essas pessoas. Não é permitida a presença desses profissionais na portaria do prédio e no hall de entrada. Esses espaços são áreas de passagem.
  • Ocupação do espaço deve priorizar a integração entre moradores. Em caso de hóspedes ou vizinhos de outros locais interessados no uso da dependência, autorização deve ser ponderada para não prejudicar normas.
  • O órgão conversa com o síndico e nomeia um assistente social para monitorar o jovem que apresenta desvios de comportamento. Dependendo da gravidade, caso pode até ser levado para a vara da infância.
  • O corte de árvores sem aval do governo constitui crime ambiental. Caso o protocolo junto à Prefeitura demore a ser oficializado, os síndicos podem recorrer ao Judiciário para obter uma liminar que permita a poda.
  • Tem gente que acha que do portão para dentro não tem lei. Se houver crime em flagrante, como menor no volante, síndico deve multar e chamar a polícia.
  • Além disso, essas intervenções são importantes para o cumprimento de leis. Neste caso, essas obras podem ser aprovadas por maioria simples.
  • Se a pessoa em questão ficar mais do que apenas algumas horas em um apartamento, sim. O visitante já não tem esse direito.
  • A utilização desse meio pode fragilizar a segurança dos condomínios e provocar acidentes. Neste caso, o síndico pode proibir. A solução seria alugar a vaga para um vizinho.
  • O engenheiro é obrigado a apresentar algumas informações sobre as intervenções em imóveis. Entre elas, o prazo de início e fim. Se os horários estiverem sendo respeitados, o jeito é torcer para acabar logo.
  • Se não houver estrutura adequada, a prática deve ser proibida, porque a fumaça pode incomodar os vizinhos. Para não se indispor com os moradores, o síndico pode pedir para a administradora do condomínio avisar aos que desrespeitarem a norma.
  • Falta bom senso às vezes de compreender que prédio residencial não é clube.
  • Objetivo é prevenir acidentes com anúncio sonoro e visual. Condomínios têm seis meses para se adaptar. Custo médio do equipamento é de R$ 900.
  • Não adianta o condomínio investir em segurança se os próprios condôminos não respeitam condutas básicas. Uma possível solução para esses problemas é punir os moradores com multas pagas em dinheiro.
  • É esse laudo que atesta que o condomínio está prevenido para qualquer acidente. Antes de dar entrada no documento, síndico deve se programar e pode até contratar engenheiro de segurança para ajudar no levantamento de obras necessárias.
  • Condomínio deve, num primeiro momento, mandar uma advertência. Caso o morador não mude de atitude, ele pode ser multado. Se infestação de pombos estiver muito avançada, o prédio deve contratar uma empresa especializada no combate aos animais.
  • Em 2018, é preciso exercitar a gentileza no trato com o vizinho, consciência em cumprir os deveres do dia a dia e tolerância para lidar com os problemas.
  • Maior uso da tecnologia para criar canais oficiais entre prédios e moradores também foi um fator positivo em 2017. Por outro lado, vizinhos passaram a criar pequenos grupos em aplicativos de mensagem para criticar a administração. Isso é ruim porque, muitas vezes, o síndico acaba sendo o último a saber dos problemas.
  • Se o imóvel estiver ocupado há mais de cinco anos, sem que haja reclamação do dono no papel e com o pagamento de contas, a regra se aplica.
  • Regra que permite apenas cães de pequeno porte é antiga, mal redigida e não funciona. Condomínios mais modernos costumam trazer um capítulo dedicado às normas de convivência com animais, que incluir regulamentação das formas de transporte e do uso de focinheira, por exemplo. O importante é oferecer segurança e sossego aos vizinhos.
  • Por causa da situação do mercado atual, quem optou por adquirir um apartamento em construção há três anos, não vai lucrar com a decisão, e pode acabar tendo a sensação de que perdeu dinheiro com o negócio. Uma solução é tentar renegociar com construtora.
  • Em São Paulo, moradores de um condomínio da Zona Sul foram vítimas de um arrastão. A ação durou cerca de 3 horas. Até crianças foram vítimas dos bandidos.
  • Festas nas áreas de churrasqueiras exigem prudência. Música alta pode gerar problemas até com a polícia e a necessidade de um boletim de ocorrência.
  • Casos de unidades habitacionais que reúnem muitas pessoas podem despertar disputas entre vizinhos. No entanto, não existe uma legislação específica para esse tema.
  • Se o assunto foi debatido entre os moradores e as regras internas foram alteradas da maneira correta, não existem impedimentos legais para que essa mudança aconteça.
  • Caso haja autorização das autoridades municipais, não é necessário que todos os condôminos compareçam ao encontro para autorizar a internação.
  • Pessoas que ocupam o comando do condomínio por décadas podem pensar que são os proprietários de todo esse espaço. Para mudar a situação, é necessário que exista uma participação efetiva de todos os condôminos.
  • Nem todos os síndicos permitem assembleias com todos os moradores para tratar dos assuntos com os moradores. Entretanto, é importante que esses pequenos grupos apresentem os resultados para os outros condôminos.
  • Mesmo se o proprietário tiver direito a um espaço muito grande, o morador não será autorizado a colocar mais veículos do que o permitido. É possível até mesmo convocar uma assembleia para discutir o tema.

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