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Venda de bem condominial e venda de fração ideal de condomínio

Administração de Condomínios

É possível que na copropriedade um dos condôminos queira vender a sua fração ideal, eis que o proprietário tem o direito de dispor sobre o bem

De acordo com o art. 504 do CC “Não pode um condômino em coisa indivisível vender a sua parte a estranhos, se outro consorte a quiser, tanto por tanto. O condômino, a quem não se der conhecimento da venda, poderá, depositando o preço, haver para si a parte vendida a estranhos, se o requerer no prazo de cento e oitenta dias, sob pena de decadência”.

A disciplina prossegue em seu parágrafo único para esclarecer que “Sendo muitos os condôminos, preferirá o que tiver benfeitorias de maior valor e, na falta de benfeitorias, o de quinhão maior. Se as partes forem iguais, haverão a parte vendida os comproprietários, que a quiserem, depositando previamente o preço”.
 
À vista deste preceito normativo é que a doutrina brasileira tratará da venda de bem condominial e da sua respectiva fração ideal.
 
É possível que na copropriedade um dos condôminos queira vender a sua fração ideal, aspecto juridicamente possível eis que o proprietário tem o direito de dispor sobre o bem (CC, art. 1.228). Também é isto o que se extrai do art. 1.314 do CC segundo o qual “cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação, sobre ela exercer todos os direitos compatíveis com indivisão, reivindica-la de terceiro, defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal, ou gravá-la”.
 
Recorde-se que haverá o direito de preferência nas alienações onerosas, tais como compra e venda (CC, art. 504) e dação em pagamento (CC, art. 356).
 
Para que haja a aludida preferência deverá existir notificação (judicial ou extrajudicial) dos condôminos, facultando o exercício da preferência no prazo de trinta dias, sob pena de ineficácia do negócio jurídico em relações aos condôminos prejudicados. Deve-se aplicar, à vista da lacuna normativa do CC, o instituto da analogia (LINDB, art. 4º) e, justamente por isto, utilizar-se do art. 27 da Lei nº 8.245/91, fixando-se prazo de 30 dias (art. 28, Lei das Locações).
 
E o que acontece se não for conferido o direito de preferência?
 
O condômino preterido terá o prazo decadencial de 180 (cento e oitenta) dias da ciência para ajuizar ação de adjudicação compulsória, depositando o valor. Esta demanda também poderá ser chamada de ação de preempção com depósito do preço correspondente ou ainda ação de preferência. Este direito de preferência não existirá no condomínio edilício no que tange à coisa exclusiva. Igualmente não incide nas alienações gratuitas (doações).
 
Na preferência bastará assegurar igualdade no preço?
 
Não. Recorda-se o dito direito de preferência dos demais condôminos será conferido tanto por tanto; leia-se: nas mesmas condições de preço e prazo. Nessa senda, para que haja a dita venda, os demais condôminos haverão de ser notificados para que exercitem seu direito de preferência na aquisição nas mesmas condições do terceiro.
 
Acaso haja desrespeito a esta preferência, o preterido terá o prazo legal decadencial de cento e oitenta dias para depositar o preço e reaver a coisa para si (CC, art. 504).
 
O que fazer se mais de um condômino desejar exercer a preferência?
 
Na hipótese de mais de um condômino desejar exercitar a preferência, preferirá aquele com benfeitorias de maior valor e, na falta destas, o de quinhão maior. Se as partes forem iguais, haverá a parte vendida aos coproprietários que a quiserem, depositando previamente o preço (CC, art. 504). No escólio de Cristiano Chaves de Farias e Nelson Rosenvald[1] “a norma legal presta justa homenagem à função sicial da propriedade, estabelecendo que preferirá aquele que tiver o maior número de benfeitorias” e, como já se viu, na falta destas, o de maior quinhão, somente admitindo-se a hipótese de venda na proporcionalidade de cada um no caso de superação destes pré-requisitos.
 
Segundo Maria Helena Diniz[2], enquanto não ultrapassado o prazo de preferência estar-se-á diante de uma propriedade resolúvel.
 
É importante arrematar com a lembrança de que este direito de preferência não se aplicará no caso de condomínios edilícios, bem como não se aplicará para casos de alienações gratuitas (doações).
 
Atenção!
 
O direito de preferência do coproprietário preponderará sobre o direito de preempção do locatário a que alude a Lei das Locações em seu art. 27.
 
Fonte: Jornal Síndico News

Vídeo Institucional

- Condomínio Legal

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  • A pessoa tem exatamente os mesmos direitos do que o dono, só não pode votar. Se quiser, pode pedir uma procuração ao proprietário para poder votar também.
  • Projeto piloto do Sindicato de Habitação do Rio foi batizado de ‘Luz Azul’. Câmeras de segurança serão implementadas fachadas de prédios no Centro do cidade. As imagens poderão ser compartilhadas em tempo real com o batalhão e a delegacia policial da área.
  • Se a taxa cobrada for pequena, não há problema na cobrança. Mas se a festa for grande, precisa ser aprovada em assembleia.
  • Não é justo cobrar mais de quem precisa usar o elevador, porque não há essa cobrança de quem usa mais outras instalações como a piscina ou a sauna, por exemplo. De qualquer forma, medida precisa ser aprovada em convenção.
  • O ideal é que o condomínio monte uma sala para acomodar essas pessoas. Não é permitida a presença desses profissionais na portaria do prédio e no hall de entrada. Esses espaços são áreas de passagem.
  • Ocupação do espaço deve priorizar a integração entre moradores. Em caso de hóspedes ou vizinhos de outros locais interessados no uso da dependência, autorização deve ser ponderada para não prejudicar normas.
  • O órgão conversa com o síndico e nomeia um assistente social para monitorar o jovem que apresenta desvios de comportamento. Dependendo da gravidade, caso pode até ser levado para a vara da infância.
  • O corte de árvores sem aval do governo constitui crime ambiental. Caso o protocolo junto à Prefeitura demore a ser oficializado, os síndicos podem recorrer ao Judiciário para obter uma liminar que permita a poda.
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